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"Enquanto pudermos vamos estar cá". Portugueses no Chipre pretendem ficar apesar de conflito no Médio Oriente
Portugueses no Chipre admitem que tiveram algum cuidado quando um drone iraniano atingiu a ilha mas garantem que a vida seguiu com normalidade.
Não é muito grande a comunidade portuguesa em Chipre. Na embaixada estão registados quase 700 portugueses no país que nestes dias recebe a Cimeira Informal de Chefes de Estado e de Governo e está sob fortes medidas de segurança.
Henrique Gomes e Catarina Moreira estão no país há quase um ano e não pensaram em sair apesar da proximidade com o guerra no Médio Oriente e de um drone ter atingido uma base britânica na ilha. Estão por cá há quase um ano. Henrique Gomes é jogador de futebol profissional no Olympiakos de Nicósia. Ele e a mulher, Catarina Moreira – que mantém à distância o trabalho em Portugal – confessam que tiveram sentimentos diferentes quando se soube que uma base britânica de Chipre tinha sido alvo de um ataque de drone, por parte do Irão.
“Eu vou ser sincero, eu soube pelo meu cunhado. Nós não vemos notícias aqui do Chipre porque não entendemos grego. E no primeiro dia, de facto, houve alguma apreensão porque não sabíamos o que é que se estava a passar. Eu comecei a pesquisar o que é que se tinha passado realmente e verificámos que o ataque que tinha havido é sensivelmente 100 quilómetros daqui. Por isso fiquei um pouco tranquilo” refere Henrique Gomes.
O campeonato de futebol de Chipre nem sequer parou, o país manteve a normalidade em quase tudo, reforça Henrique Gomes.
“Nesse mesmo dia tivemos jogo. Eu até coloquei em causa se iria haver jogo ou não por causa desta ameaça, porque não sabíamos se iria haver mais ataques. Mas o jogo correu com normalidade. Falei com os meus colegas de equipas cipriotas e todos eles nos tranquilizaram. Aliás alguns até nem sabiam desse acontecimento. O campeonato nunca parou. Sempre tivemos treinos, tudo se passou com a maior normalidade” recorda o jogador do Olympiakos de Nicósia.
“Por isso sempre vivemos esse momento com alguma naturalidade. E o nosso principal foco era tranquilizar os nossos familiares, porque de facto estava tudo tranquilo por aqui”.
O principal foi manter a tranquilidade sem deixar de estar atentos e preparados.
“Nós mantivemo-nos em contacto através do website da Embaixada e eles tinham alguns canais para o caso de acontecer alguma coisa”, recorda Henrique na conversa com a RTP Antena 1, “mas que nunca foi necessário utilizar, de facto, porque foi tudo muito tranquilo e a única coisa que registámos é que as autoridades cipriotas emitiram um alerta a dizer que iam tocar as sirenes só para o caso de ser necessário alguma coisa, toda a gente estar preparada. Mas na realidade, nem as sirenes tocaram. Enviaram só uma mensagem que nós, portugueses, nem sequer recebemos porque não temos nome cipriota”.
Catarina Moreira até seguiu os conselhos mais básicos destas ocasiões: “tinha um kit de emergência, caso fosse preciso alguma coisa, uma mochilinha com coisas básicas e documentos, caso fosse preciso ir embora. E também tínhamos o contacto da embaixada portuguesa. Mas sou sincera, nunca sentimos essa necessidade”.
Apesar da apreensão a vida correu com a maior normalidade possível. Henrique e Catarina sabem que estão a apenas 370 quilómetros da guerra no Médio Oriente, mas garantem: “enquanto pudermos vamos estar cá”.
Henrique Gomes e Catarina Moreira estão no país há quase um ano e não pensaram em sair apesar da proximidade com o guerra no Médio Oriente e de um drone ter atingido uma base britânica na ilha. Estão por cá há quase um ano. Henrique Gomes é jogador de futebol profissional no Olympiakos de Nicósia. Ele e a mulher, Catarina Moreira – que mantém à distância o trabalho em Portugal – confessam que tiveram sentimentos diferentes quando se soube que uma base britânica de Chipre tinha sido alvo de um ataque de drone, por parte do Irão.
“Eu vou ser sincero, eu soube pelo meu cunhado. Nós não vemos notícias aqui do Chipre porque não entendemos grego. E no primeiro dia, de facto, houve alguma apreensão porque não sabíamos o que é que se estava a passar. Eu comecei a pesquisar o que é que se tinha passado realmente e verificámos que o ataque que tinha havido é sensivelmente 100 quilómetros daqui. Por isso fiquei um pouco tranquilo” refere Henrique Gomes.
“Eu sou um bocadinho mais preocupada, nesse sentido. Fiquei um bocadinho alarmada porque vi as notícias e realmente foi muito aparatoso. Mas na escola [o casal tem duas filhas nas escolas de Nicósia] também sempre nos tranquilizaram e eu até questionei. Mas sempre me disseram que estavam em contacto, mas não tinham nenhum sinal de alerta. As aulas decorreram normalmente e as crianças nunca souberam de nada do que estava a passar” recorda Catarina Moreira.
O campeonato de futebol de Chipre nem sequer parou, o país manteve a normalidade em quase tudo, reforça Henrique Gomes.
“Nesse mesmo dia tivemos jogo. Eu até coloquei em causa se iria haver jogo ou não por causa desta ameaça, porque não sabíamos se iria haver mais ataques. Mas o jogo correu com normalidade. Falei com os meus colegas de equipas cipriotas e todos eles nos tranquilizaram. Aliás alguns até nem sabiam desse acontecimento. O campeonato nunca parou. Sempre tivemos treinos, tudo se passou com a maior normalidade” recorda o jogador do Olympiakos de Nicósia.
“Por isso sempre vivemos esse momento com alguma naturalidade. E o nosso principal foco era tranquilizar os nossos familiares, porque de facto estava tudo tranquilo por aqui”.
O principal foi manter a tranquilidade sem deixar de estar atentos e preparados.
“Nós mantivemo-nos em contacto através do website da Embaixada e eles tinham alguns canais para o caso de acontecer alguma coisa”, recorda Henrique na conversa com a RTP Antena 1, “mas que nunca foi necessário utilizar, de facto, porque foi tudo muito tranquilo e a única coisa que registámos é que as autoridades cipriotas emitiram um alerta a dizer que iam tocar as sirenes só para o caso de ser necessário alguma coisa, toda a gente estar preparada. Mas na realidade, nem as sirenes tocaram. Enviaram só uma mensagem que nós, portugueses, nem sequer recebemos porque não temos nome cipriota”.
Catarina Moreira até seguiu os conselhos mais básicos destas ocasiões: “tinha um kit de emergência, caso fosse preciso alguma coisa, uma mochilinha com coisas básicas e documentos, caso fosse preciso ir embora. E também tínhamos o contacto da embaixada portuguesa. Mas sou sincera, nunca sentimos essa necessidade”.
Apesar da apreensão a vida correu com a maior normalidade possível. Henrique e Catarina sabem que estão a apenas 370 quilómetros da guerra no Médio Oriente, mas garantem: “enquanto pudermos vamos estar cá”.